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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

JUDICIÁRIO - 21 mil cidadãos presos ilegalmente em 20 meses


"Pressões são manifestação de autoritarismo"


Me respondam:
Qual a razão de 21 mil cidadãos serem presos ilegalmente em 20 meses?
Preguiça na leitura?
Falta de Zelo?
Estagiários sentenciando em suas precoces interpretações?



Por Rodrigo Haidar

"Só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Poder Judiciário." Essa foi uma das muitas observações feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, em seu discurso de abertura do ano judiciário, nesta quarta-feira (1º/2), em resposta ao que chamou de artificial crise propalada do Judiciário.

Peluso discorreu sobre números, ações e lembrou os importantes julgamentos feitos pelo Supremo no ano passado. Citando números provisórios de 2011, o ministro disse que só no primeiro semestre do ano passado os juízes proferiram 11,6 milhões de sentenças. A produção, "por estimativa, deve superar as 22.788.773 prolatadas no ano anterior".

Segundo o presidente do Supremo, houve um aumento de quatro milhões de processos em curso na Justiça. "O povo confia, pois, na Justiça brasileira. Se não confiasse, não acorreria ao Judiciário em escala tão descomunal", afirmou. Peluso citou a polêmica discussão sobre a competência do Conselho Nacional de Justiça para abrir processos disciplinares contra juízes e criticou o que chamou de debate apaixonado do caso.

"No debate apaixonado em que se converteu questão jurídica submetida ao juízo desta Corte, acerca do alcance e limites das competências constitucionais do CNJ, perde-se de vista que seu âmago não está em discutir a necessidade de punição de abusos, mas apenas em saber que órgão ou órgãos deve puni-los. Entre uma e outra coisa vai uma distância considerável", pontuou.

O presidente do Supremo rememorou trecho de seu voto na Corte em favor da constitucionalidade da criação do CNJ e falou sobre diversos programas tocados pelo Conselho, para além de sua atribuição de fiscalizador e corregedor do trabalho dos juízes. Entre os programas citados, o Mutirão Carcerário. De acordo com Peluso, só nos últimos 20 meses, foram libertados 21 mil cidadãos presos ilegalmente e concedidos benefícios legais a milhares de outros presos que tinham direito a eles.

"Não será demasia compará-lo (o programa) à libertação de prisioneiros em condições inóspitas de campos de concentração. Tal obra do Judiciário, insólita no concerto dos países estruturados sob a supremacia da ordem jurídico-constitucional, é, na sua vertente positiva de libertação, motivo permanente de orgulho e de celebração cívica e sintoma exuberante de saúde democrática", disse o ministro.

Cezar Peluso ressaltou, principalmente, a necessária atuação contramajoritária do Supremo para garantir a democracia e fortalecer o funcionamento das instituições. O ministro citou artigo de retrospectiva de 2011 publicado na ConJur pelos advogados Luís Roberto Barroso e Eduardo Mendonça, intitulado Supremo foi permeável à opinião pública, sem ser subserviente.

"O papel dito antimajoritário ou contramajoritário, em especial, das cortes constitucionais, não significa apenas dever de tutelar direitos das minorias perante risco de opressão da maioria, mas também de enfrentar, não críticas ditadas pelo interesse público, mas pressões impróprias tendentes a constranger juízes e ministros a adotarem interpretações que lhes repugnam à consciência", afirmou o presidente do Supremo.

Peluso classificou as pressões como "manifestação de autoritarismo e desrespeito à convivência democrática". Terminou o discurso dizendo que a degradação do Judiciário é um "caminho nefasto, sequer imaginável na realidade brasileira" e conduziria o país a "uma situação inconcebível de quebra da autoridade ética e jurídica das decisões judiciais que, aniquilando a segurança jurídica, incentivando violência contra os juízes e exacerbando a conflitualidade social em grau insuportável, significaria retorno à massa informe da barbárie". Para o ministro, "não é esse o nosso destino".

Clique aqui para ler o discurso de Cezar Peluso na abertura do Ano Judiciário 2012.

Rodrigo Haidar é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 1º de fevereiro de 2012

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SUS - A SOLUÇÃO


Que o SUS esta um CAOS não é novidade.
Bastava olhar para seus dependentes, a maneira como são atendidos para se ter esta brilhante conclusão.

O que falta para melhorar então?

Todos envolvidos no tratamento de Saúde, médicos, dentistas, clínicas... ATENDER um número X de clientes dia pelo Sistema Único de Saúde - SUS.

Transformar isto em obrigação de fazer, LEI.

Dados revelam que o Brasil possui cerca de quatro milhões de pessoas trabalhando na área de saúde, quer no setor público quer no setor privado, e segundo o Conselho Federal de Medicina, dentro deste contingente, temos em 2009, 511.873 médicos inscritos e 344.034 médicos atuantes.

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde.
- Diga-se população carente, que não possui plano de saúde ou possa arcar com o custo particular de uma consulta médica.

Certamente os profissionais da área não irão ser contra, Médicos, Dentistas...

Se cada PROFISSIONAL atuante atender 3,4 ou 5 pessoas teremos a solução?

Não posso afirmar que este número de atendimentos é suficiente, mas a partir desta idéia e sugestão que levarei ao Ministério da Saúde e Políticos em geral, podemos iniciar uma cruzada pelo melhor atendimento as pessoas que dependem do SUS.

É lógico que alguns profissionais deverão ter um número diferenciado de atendimentos, como por exemplo o Dentista, o Médico Cirurgião, pois o número de procedimentos deverá ser de forma a lhes tomar o tempo proporcional adequado e justo.

SE VOCÊ LEU ESTA MATÉRIA
FAÇA JUSTIÇA E ENCAMINHE PARA ALGUMA PESSOA QUE POSSA LEVAR A PROPOSTA ADIANTE

Jorge Alencar Chorba
chorbamatrix@gmail.com
http://chorbamatrix.blogspot.com/
55.9623.6520